sexta-feira, 16 de julho de 2010

Gatafunhos de Histórias Inventadas - X

...o primeiro sol da manhã....

A longa viagem por terras desertas de gente e povoadas de verde, almas adornadas em folhas, campos e terra, terminou segundo aquele sinal. Finalizou-se com o som das rodas paradas sobre os carris... com o último fumo negro, oriundo daquela relíquia antiga. O primeiro pé colocado naquela estação há muito conhecida. O cheiro mantinha-se o mesmo... as pessoas apressadas umas a iniciarem a sua viagem.. outras a "fugirem" daquela que tinham acabado de fazer, para iniciar uma nova. Ao longo do passeio, até à porta de saída, viam-se pessoas daqui e dali. Turistas, trabalhadores, gentes da terra, conhecedores, curiosos, historiadores, amantes da arte e da arquitectura. Como a maior das torres de babel, aquele lugar que outrora era detentor de uma só fala, é habitado por sons de todos os recantos do mundo. De vez enquando, enquanto o caminho se faz, um flash ou outro vêm ao encontro dos olhos... um encontrão... um grito de alegria... uma lágrima de despedida... um abraço de saudade, não sei se de partida ou de chegada. O relógio verde, antigo e majestoso, colocado bem lá em cima, indica o horário dos caminhos dos que o olham. minuto a minuto... hora a hora... mais um destino com uma estação final se traduz naquele som, residente numa linha de um número qualquer... Entre chegadas e partidas, caminhos se vão formando... Entre chegadas e partidas linhas se vão cruzando... até a um único destino... registado num pedaço de papel... Ao longe uma porta aberta... nela uma alma de olhar triste, de rugas marcadas pelo tempo, vendendo girassóis... os mesmos que se inclinavam para um brilho quase inexistente saído por entre os prédios... os mesmos que trouxeram o primeiro sol da manhã naquela viagem de ninguém.

Yael Naim

Como uma música desinteressante se torna interessante...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Parabéns!!!!

PARABÉNS MANINHA!!!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Thoughtless

An Acoustic Night at the Theatre



...como a acustica se torna mágica num teatro...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gatafunhos de Histórias Inventadas - IX


...e o tempo não mudou... o calor ficou...
As nuvens decidiram dar um ar da sua graça... com elas um calor abrasador decidiu refugiar-se nelas, combinando-se numa brisa vinda do sul que beija as peles mais quentes... mesmo sentindo-se o calor perdido pelo ar... um ar fresco abandonado do nada... deseja as boas vindas a uma vida colorida a preto e branco, pintada de arco-íris... as flores, renascidas de uma primavera quase inexistente, inclinam-se para o maior astro do universo, bebendo dos seus lábios o néctar divino da vida... ao fundo, um jorrar de água, oriundo de um pequeno riacho, abraçava sorrisos e gargalhadas que nela mergulhavam... ao longe, uma árvore contemplava tal paisagem de um tempo que não mudou... de uma terra onde o calor ficou...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

October 9th

E vivam os Santos Populares!!!

Gatafunhos de Histórias Inventadas - VIII

...às vezes...

...às vezes dói... dói porque sim e porque não... apenas dói. às vezes dá medo... medo porque sim e porque não... apenas dá medo. medo de tudo, transformado numa dor de nada. de viver segundo um sinal que ilumina a estrada e que por vezes falha... de um número... de um sentido perdido por entre a multidão que se foi embora à sua chegada. nem luz do sol ou da lua receberam tal sentido... permaneceu ali desolado do nada e do tudo... do tudo por nada e do nada feito de imperfeito sentido de solidão por entre a multidão... confusão... gestos pequenos que se tornam grandes... de uma mente que se converte ao "eu" mais profundo... uma tristeza que não contempla a felicidade vivida... ninguém sente... ninguém viu... ninguém ouve pronúncio de tal... mantém-se tudo inanimado no recanto aplaudido de seres que o preenchem... e mesmo assim, a solidão de nada e a solidão de tudo... às vezes ficamos tristes e o sorriso pode ser a melhor máscara de reconciliação com a vida... e vive-se assim... com um sorriso com sabor a inexistência total... perdido em imagens sem cor... perdido em sons que se convertem a um vazio... um vazio que ocupa o ar respirável.. um vazio... que se finda no irrespirável...às vezes dói... dói porque sim e porque não... apenas dói. às vezes dá medo... medo porque sim e porque não... apenas dá medo. um medo que se finda no irrespirável...

(às vezes também somos seres humanos,
às vezes também somos imperfeitos,
às vezes também ficamos tristes,
às vezes também escrevemos sem sentido,
às vezes isso sabe muito bem!)

terça-feira, 22 de junho de 2010