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domingo, 22 de março de 2009

Espero-te....


“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.” (in Diário da tua Ausência -Margarida Rebelo Pinto)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Gatafunhos...



Hoje apetece-me falar de gatafunhos... sim aquelas coisas que os miúdos fazem nas paredes da sala ou, o mais normal, num papel em branco. Pois a verdade é que nunca pensei que a minha vida tivesse o problema dos gatafunhos. Sim GATAFUNHOS!!! Mas não são gatafunhos de criancinhas inocentes... mas sim de grandes senhores de renome licenciados e alguns doutorados chamados médicos. Nunca tinha pensado nisto, mas a letra de um médico pode ser bastante abstrata, tornando-se num problema extremamente grave quando queremos ler o processo clínico do doente e não sabemos o que ele tem. É que deste modo, nem com muito boa vontade ou com a ajuda do divino espírito santo podemos tratar o doente. Não acreditam? Ora vejamos: na tentativa de ler uma palavra deparo-me com um traço horizontal. O que pode ser bastante sugestivo. Primeiro, há que pensar e começar a seleccionar: será número ou palavra? E risca-se um. Em seguida, tentamos imaginar quantas letras ou digitos tem, consoante o escolhido anteriormente. E por fim, pensamos na categoria: patologia, medicamento ou uma palavra rotineira (que por um mero acaso até pode ser importante..). Deste modo e depois desta tentativa de decifrar palavras (que mais parece uma partida de Pictionary de quarta-feira à noite com os amigos), temos um doente desesperado por estar farto de esperar pela consulta... enquanto permanecemos com um sorriso amarelo e simpático de quem está muito compenetrado a ler o processo (mas que na realidade não está a pescar nada do que diz naquele papel azul...)

Por tudo isto, decidi fazer um curso de literacia em hieróglifos... sim HIERÓGLIFOS!! Deste modo, talvez me torne mais apta para decifrar aqueles códigos aberrantes, fundamentados em ciência e em muito saber, extremamente necessários de serem interpretados...

domingo, 1 de março de 2009

Até que ponto?


"...as vivências passadas condicionam as escolhas do presente e as acções para com os outros? Fará sentido justificar os nossos maus actos correntes com traumas do passado? Não tem sentido para quem sofre com tais situações pois quem faz parte do presente conta com que o passado esteja resolvido e ultrapassado. O nosso crescimento interior depende da resolução e capacidade de resposta às intempéries que povoam o nosso viver e é esse mesmo crescer que induzirá o indivíduo a não repetir os mesmos erros."
(escrito por Amora, pode ver mais textos de Amora aqui)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Love will make you blind

“O amor é disléxico porque nos faz esquecer qualquer construção perifrástica. Sobram-nos algumas vogais para entreter, mas é sempre muito pouco. Quando amamos muito regredimos imenso e damos por nós com tão poucas palavras, que por vezes parece que estamos a jogar ao pictionary, com a pessoa a adivinhar o que quererá dizer cada um dos nossos gestos. É um animal esse desenho aí? Gostas de mim, é isso? E nós, com cara de quem acaba de aceitar comer um belíssimo prato de nestum mel, lá vamos dizendo que sim com a cabeça enquanto soluçamos.”
(Fernando Alvim)