domingo, 24 de outubro de 2010

Gatafunhos de Histórias Inventadas - XI


...entre medos...
"...ali se mantinha a almofada que jazia naquela cama... a mesma almofada que na noite anterior recebera lamentos de sonhos não concebidos, mas muito ansiados, convertidos em lágrimas... o dia amanheceu, também ele tristonho. o dia tornara-se como o sentimento que habitava aquele ser... um dia cinzento, triste e chuvoso... bastante aborrecido diriam as palavras do autor. um ser convertido de medo de avançar... de arriscar... medo de não ter medo... medo de entrar pela multidão... de conseguir falar, pedir, comunicar, orar, articular, discursar, pronunciar, relatar, narrar... simplesmente, falar... falar com gente de hoje com gentes de amanhã, de "bom dia", de "olá" e "adeus".... medo de avançar de volante e pedais a fundo mesmo que as curvas sejam apertadas... medo de tudo e do nada...." - assim dissera o autor sobre aquele ser frágil dotado de uma força escondida... por baixo de uma derme tão espessa que nem os próprios poros a deixam fugir... a mesma força que se transbordará de robustez um dia aquando do som de um "vai correr tudo bem..."

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